
Eu tinha cinco anos e ele seis.
A gente cavalgava em cavalinhos de pau.
Ele vestido de preto e eu de branco.
É claro que ele sempre ganhava.
Bang bang. Ele atirou em mim.
Bang bang. Eu caio no chão.
Bang bang. Aquele som terrível.
Bang bang. Meu querido me atingiu.
As estações passaram e o tempo também.
Fiquei adulta e o chamei de meu.
Ele sempre ria e dizia:
"Lembra de como a gente brincava?"
"Bang bang. Eu te acertava".
"Bang bang. Você caía no chão".
"Bang bang. Aquele som terrível".
"Bang bang. Eu costumava atingir você".
A música tocou e o povo cantou.
Apenas para mim os sinos ecoaram.
Agora ele se foi. Não sei por quê.
Desde este dia, às vezes eu choro.
Ele nem mesmo disse adeus.
Nem gastou tempo mentindo.
Bang bang. Ele atirou em mim.
Bang bang. Eu caí no chão.
Bang bang. Aquele som terrível.
Bang bang. Meu querido me atingiu.
[Nancy Sinatra]

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